IPq · HC-FMUSP · desde 1996

Assistência, ensino e pesquisa
em dependência de álcool e outras drogas em mulheres.

Programa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, com abordagem multidisciplinar e específica para as necessidades de gênero.

29 anos de assistência ininterrupta desde 1996
7 áreas profissionais na equipe multidisciplinar
UNODC modelo replicável reconhecido internacionalmente
IPq Hospital das Clínicas · Faculdade de Medicina da USP

Assistência, ensino e pesquisa, articulados em um mesmo serviço.

01 · Assistência

Tratamento multidisciplinar

Cuidado ambulatorial gratuito e voluntário para mulheres com transtornos por uso de álcool e outras drogas.

  • Consultas psiquiátricas
  • Psicoterapia em grupo
  • Abordagem familiar
  • Nutrição, enfermagem e ginecologia
  • Orientação jurídica
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02 · Ensino

Formação de profissionais

Estágio de residentes em psiquiatria do IPq com supervisão. Participação em congressos nacionais e internacionais e organização de cursos e jornadas.

  • Visão sensível a gênero
  • Profissionais especializados
  • Supervisão clínica multidisciplinar
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03 · Pesquisa

Investigação científica

Base de dados longitudinal sobre preditores de tratamento, tendências temporais e interseccionalidades em saúde da mulher.

  • Início em 1996
  • Publicações em periódicos indexados
  • Projetos em interseccionalidade e novas substâncias
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Um programa construído sobre evidência, ensino e cuidado.

O PROMUD reúne, num mesmo serviço, três frentes que costumam andar separadas: assistência clínica, formação de profissionais e pesquisa longitudinal. Cada paciente atendida contribui — voluntariamente — para uma base de dados que sustenta publicações e refina o cuidado oferecido.

O atendimento é voluntário e gratuito, no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Como funciona a assistência
1996
Fundação do PROMUD no IPq HC-FMUSP
2004
Reconhecimento UNODC como modelo replicável
Hoje
Equipe multidisciplinar e pesquisa contínua, com PROMUD Trans e novas linhas

De uma longa tradição de silêncio
a um programa específico.

Por séculos, o consumo de álcool e outras drogas por mulheres foi lido como falha moral ou anomalia individual. O PROMUD nasce do giro científico que reconheceu a necessidade de cuidado específico — e das profissionais que o tornaram possível.

Contexto histórico · uma leitura moral que atravessa séculos

Do Código de Hamurabi (1762 a.C.) ao Talmud, e ainda nos manuais psiquiátricos do século XX, o alcoolismo feminino foi descrito como falha moral, anomalia profunda e de prognóstico mais reservado que o masculino — sem base científica para o pessimismo terapêutico.

Hamurabi · 1762 a.C. Talmud · séc. V Bleuler · 1943 Alonso-Fernández · 1977 Ey · 1978
  1. Virada científica · no mundo
    1970–1987

    Novas agendas de pesquisa

    Curlee, Dahlgren, Beckman, Blume e Duckert questionam os mitos sobre a mulher dependente, apontam a ausência de base científica para o pessimismo terapêutico e chamam atenção para as necessidades de subgrupos específicos.

    1991

    Office of Women's Health (EUA)

    O Departamento de Saúde dos EUA cria o Escritório de Saúde da Mulher, reconhecendo a ausência histórica de mulheres em pesquisas clínicas — e os riscos de aplicar a elas resultados obtidos só com homens.

    1995

    NIDA · Women and Sex/Gender Differences

    O National Institute on Drug Abuse institui o programa dedicado a estudar as causas dos transtornos por uso de álcool e outras drogas em mulheres e os melhores caminhos de prevenção e tratamento.

  2. No Brasil
    1995

    Observações no IPq

    Mulheres e homens em tratamento misto mostram baixas taxas de adesão e evolução similar. Surge a hipótese: tratamentos mistos podem ser inadequados para responder às necessidades específicas das mulheres.

    Nov. 1996

    Fundação do PROMUD

    Nasce no IPq-HC-FMUSP um dos primeiros serviços da América Latina dedicado exclusivamente ao tratamento, ensino e pesquisa em dependência química de mulheres — com equipe multidisciplinar desde o início.

    2004

    Referência internacional

    O PROMUD é citado pela UNODC entre os modelos de tratamento com estratégias integradas específicas e responsivas às necessidades de gênero.

  3. Hoje
    desde 1996

    Equipe e continuidade

    Psiquiatria, psicologia, terapia familiar, nutrição, enfermagem, ginecologia e apoio jurídico compõem a equipe multidisciplinar. A base de dados longitudinal sustenta pesquisa continuada sobre mulheres e uso de álcool e outras drogas — com novos desafios e expansões: zolpidem, pós-bariátrica, opióides, tabagismo (nicotina), envelhecimento, e o PROMUD Trans.

Artigos em periódicos internacionais indexados

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